Publicado na Revista Gol.

“Nasceu comigo”. Essa é a resposta de Augusto Rocha de Araújo, piloto da Gol Linhas Aéreas quando questionado sobre o primeiro contato com seu hobby: a corrida de arrancada.

Profissionalismo é um dos predicados que o piloto Augusto Rocha Araújo não só aplica em seu dia-a-dia na Gol, mas que admira em todos os pilotos, estejam eles na terra ou no ar. Nascido em Manaus e morador de São Paulo, em seus 30 anos, Augusto tem 10 de aviação e há três pilota as aeronaves da Gol. Mas sua história como piloto começou muito antes, em 1994. Nessa época ele não voava tão alto – sua corrida era nas pistas de automobilismo, na modalidade que o inspirou a arrancar mais rápido e sempre em segurança. “Faço parte deste mundo, onde fiz muitos amigos”, afirma.

Depois de um intervalo das pistas – Augusto morou um ano e meio no sudeste das Bahamas – ele retornou com força total: “Já corro a nível profissional no circuito brasileiro, que antes contava com seus principais percursos no sul do país, principalmente no Paraná e no Rio Grande do Sul. Estou feliz, pois São Paulo está ganhando uma das melhores pistas da América do Sul”, conta animado. O calendário anual do esporte no Brasil inclui sete provas, em média, uma a cada 45 dias. No intervalo deste período muita atenção ao carro. “Verificamos quais as modificações necessárias para a melhor arrancada. O objetivo é percorrer a reta de 402 metros em 10 segundos no mínimo”, explica.

Membro da CBA, a Confederação Brasileira de Automobilismo, Augusto é um grande incentivador da construção de uma pista em sua terra natal, a capital amazonense. Engajado, ele participa das equipes montadoras dos carros e explica os critérios da sua categoria, a Turbo A: “Ela tem preparação livre e permite o uso de pneus slick, próprios para corrida. O diferencial é manter o atributo de carro. Não podem haver recortes na lataria, mudanças na frente, nem substituição de peças por material mais leve, pois um dos quesitos é o peso do veículo. Ele deve manter sua originalidade. Escolhi esta categoria, pois era a mais competitiva e eu sou muito motivado pelos desafios”.

Entre suas escalas de até seis voos semanais que atravessam o Brasil, Augusto se dedica ao esporte que é sua paixão e, segundo ele, exige tanta concentração e técnica quanto a arte de voar.